O enigma da morte recebe luz da esperança cristã, chegando esta a cantar: «Felizes os mortos que morrem no Senhor». A Marta, que chora pela morte de seu irmão Lázaro, o Senhor Jesus assegura: «Teu irmão ressuscitará», pois, «quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá».

Eu não sou a morte; «Eu sou a ressurreição e a vida». «Crês nisto?» – pergunta ele a Marta. Jesus, porém, faz a mesma pergunta a cada um de nós, sempre que a morte dilacera o tecido da vida e dos afetos. Com a morte, a nossa existência toca o cimo, tendo diante de nós a vertente da fé ou o precipício do nada.

O desafio que então nos lança Jesus é continuar a crer. Assim fez Ele com Jairo, a quem acabam de comunicar que a sua filha morreu, não há mais nada a fazer, de que serve incomodar o Mestre?! Jesus ouve e apressa-se a tranquilizar Jairo: «Não tenhas receio; crê somente!»

O Senhor sabe que aquele pai é tentado a deixar-se cair na angústia e no desespero, e recomenda-lhe que conserve acesa a chamazinha que arde no seu coração: a fé. «Não tenhas medo! Continua a manter acesa a chama da fé!» E valeu? Sim; Jesus, chegado a casa dele, ressuscita a menina e entrega-a viva aos pais.

No caso de Lázaro, ressuscita-o quatro dias depois de ele ter morrido; já estava sepultado. E Jesus manda-o sair do túmulo. A esperança cristã apoia-se e alimenta-se desta posição que Jesus assume contra a morte. Por nós, nada podemos; encontramo-nos indefesos perante o mistério da morte.

«Não tenhas receio – diz-nos Jesus –; crê somente!» A graça de que necessitamos naquele momento – uma graça imensa! – é conservar acesa no coração a chama da fé. Porque Jesus há de vir, tomar-nos-á pela mão, como fez com a filha de Jairo, e ordenar-nos-á: «Levanta-te, ressuscita».

Fonte: Zenit.org

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