Dom Geraldo Lyrio: “A posição da Igreja não é de tomar como bandeira sua, alguma bandeira defendida por este ou por aquele grupo”

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Durante a primeira Entrevista Coletiva da 55ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), dom Geraldo Lyrio, arcebispo de Mariana (MG), disse: “A Igreja não é um partido político; a Igreja não é um sindicato; a Igreja não é uma ONG, como tantas vezes o Papa Francisco tem recordado. Então a posição da Igreja não é uma posição de tomar como bandeira sua, alguma bandeira defendida por este ou por aquele grupo ou partido político. A posição da Igreja se situa mais no nível do discurso ético e da defesa dos valores morais”. O arcebispo disse ainda que a Igreja Católica vem cumprindo um importante papel no sentido de lutar contra a corrupção. Um bom exemplo, citou, é o da Lei nº 135/2000, a Lei da Ficha Limpa, resultado de uma ampla mobilização popular que coletou 1,6 milhões de assinaturas em todo o país.D. Geraldo

2018: Eleições
O arcebispo lembrou que em 2018 haverá eleições, momento oportuno para os brasileiros fazer valer a Lei da Ficha Limpa. “Se trabalharmos e fizermos valer a Lei da Ficha Limpa, teremos um resultado melhor”, concluiu.

Durante a Coletiva de Imprensa, coordenada por Dom Darci José Nicioli, bispo responsável pela Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB, foi apresentada a programação geral da 55ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, incluindo os temas que serão tratados ao longo do evento como: a iniciação à vida cristã, os 500 da Reforma Protestante, as questões doutrinais, os 300 anos da Imagem de Aparecida e experiência como Igrejas Itinerantes e o projeto de Cooperação entre a Igreja do Brasil e a Igreja de Guiné-Bissau.

Participaram da entrevista Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG), – Dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís do Maranhão (MA) e o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo (SP).

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