Missa dos Santos Óleos e da Renovação das Promessas Sacerdotais em Catanduva

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Com a Catedral repleta de pessoas, na quarta feira (12) os presbíteros da Diocese de Catanduva, juntamente com fiéis representantes das Comunidades e Paróquias, se reuniram em torno do bispo diocesano para a celebração da missa dos Santos Óleos e da Renovação das Promessas Sacerdotais.

A celebração foi transmitida pela TV Web Pe. Osvaldo, e animada pelo ministério de música composto por membros de várias Paróquias de Catanduva.

Foi um momento importante e emocionante para todos os presentes na celebração.

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Na íntegra, a homilia do bispo:

  • A celebração de hoje se volta para dois fatos importantes da Igreja e da fé cristã católica:
    • A Unidade – A Igreja reúne-se em torno do seu bispo; os sacerdotes renovam suas promessas sacerdotais pronunciadas no dia da ordenação. No entanto, esta missa será realmente da Unidade se estivermos unidos uns aos outros. Caso contrário, será apenas uma encenação, uma mentira de nossa parte. Se nós do clero, juntamente com os leigos, não vivermos a unidade de filhos de Deus, a missa de hoje não terá sentido para nós.
    • A bênção dos óleos dos enfermos e dos catecúmenos e a consagração do óleo do crisma.
  • “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu”; enviou-me para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos, etc. (Is 61, 1ss).
  • O Evangelho relata-nos o momento em que Jesus foi escolhido para fazer a leitura num dia de sábado na Sinagoga, e era justamente esta leitura de Isaías.
  • Jesus afirma que este trecho da Sagrada Escritura se referia a Ele, e se cumpriu com sua vinda ao mundo.
  • Praticamente todos nós já fomos ungidos com os óleos do crisma, dos catecúmenos ou dos enfermos. Senão com todos, pelo menos com alguns deles.DSC_6440-400x400
  • E fomos ungidos para uma missão: a de viver e anunciar a boa notícia do reino de Deus.
  • Voltando-nos para as leituras de hoje, Deus nos comunica que a pessoa que foi verdadeiramente ungida é guiada pelo Espírito Santo de Deus. E quem vive assim tem a missão de anunciar a boa nova a todos, de uma maneira especial aos mais humildes.
  • Cura as feridas da alma, do interior, do sentimento das outras pessoas.DSC_6351-400x400
  • Chamo a atenção para algo que nem sempre gostamos de pensar, de meditar, que é sobre curar as feridas dos outros. Isto porque, muitas vezes, não curamos, mas criamos feridas nos outros. Quando somos ungidos: no batismo, na crisma, na ordenação sacerdotal ou episcopal, mas renunciamos a esta unção, vai acontecer que não agiremos pelo Espírito Santo de Deus, e sim pelo espírito do maligno. E o resultado é que em vez de curarmos as feridas, vamos criar mais feridas. Não basta participarmos dos ritos que nos ungem, mas devemos assumir esta unção para que sejamos verdadeiros discípulos de Jesus.
  • Atenção: se você está terminando esta quaresma com rancor de uma única pessoa no mundo, é sinal de que você renunciou ao Espírito Santo de Deus, não curou feridas, mas criou novas feridas. Isto serve para todos nós, e nesta noite, com a celebração da unidade, de uma maneira especial para nós presbíteros e bispos. Se temos rancor de algém, se estamos de cara virada, se não conversamos com um único irmão do nosso presbitério é sinal que esta quaresma para nós foi em vão.DSC_6367-400x400
  • É sinal de que, talvez, até fizemos lindas e emocionantes pregações e celebrações, que podem ter ajudado muitas pessoas a se converterem, porém não serviram para a nossa conversão, e, sendo assim, passamos por mais uma quaresma que não surtiu efeito nenhum em nossas vidas. Pode ser que até fizemos bonitas encenações, mas não celebramos. E isto é muito sério, pois é questão de vida ou morte. Caso estejamos nesta condição seria melhor acolhermos o conselho de Jesus, contido em Mateus 5, 23-24 que nos diz o seguinte: “Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar e te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali mesmo diante do altar a tua oferta, e primeiro vai reconciliar-te com teu irmão, e depois volta e apresenta a tua oferta”.
  • Fomos ungidos para assumir a missão de pregar e de anunciar a redenção e a liberdade aos que estão presos física e espiritualmente. Há muito mais pessoas presas em seus pecados, em suas maldades, em seus egoísmos do que presas nos presídios de nosso país. Devemos, como pessoas ungidas pelo Senhor, nos dirigir também a estas pessoas. Esta prisão interior é mais difícil de ser quebrada do que a exterior. É muito difícil conscientizar uma pessoa para que ela viva a liberdade de filho de Deus, pois ela poderá inclusive se voltar contra nós, achando que somos seus inimigos.  DSC_6497-400x400
  • Queridos irmãos e irmãs, vamos vivenciar com intensidade esta semana Santa, e que o Tríduo Pascal, que se inicia com a missa da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Católico, que celebraremos amanhã à noite, possa ser verdadeiro momento de graça e conversão a todos nós, inclusive para nós sacerdotes e bispos.
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