O RISCO DE UMA VIDA ESTÉRIL

0

O RISCO DE UMA VIDA ESTÉRIL

O evangelho de hoje nos põe diante do comentário de Jesus sobre a morte de alguns galileus e o acidente da torre de Siloé, quando aproveita para contar a parábola da figueira estéril. Os dois trechos falam da mesma realidade: a necessidade e a urgência da conversão, tema muito acentuado neste tempo da Quaresma.

FIGUEIRA SECAOs acontecimentos narrados não são castigo de Deus, mas podem ensejar o chamado à mudança de vida. As pessoas que morreram não são mais pecadoras do que as que não foram atingidas pelos fatais infortúnios. Deus não é vingativo nem se alegra com a morte do pecador, mas torce pela sua conversão e vida.

A parábola da figueira estéril revela a misericórdia e a paciência de Deus. Sim, ele aceita a proposta do agricultor e lhe oferece mais tempo para que produza frutos. É tempo de conversão, é tempo de produzir frutos de bondade, de tolerância, de perdão, de paz e de solidariedade.

O grande risco que nos ameaça é uma vida estéril, sem perspectivas, sem aspirações nem avanços. Sem nos dar conta, optamos por caminhos que alimentam o individualismo, a autorreferencialidade: lucrar, acumular, consumir.

A religião deve mudar nosso coração, transformar nossa vida. É muito fácil viver uma religião sem compromisso, uma religião de “água com açúcar”. Não podemos tornar o projeto de Jesus num cristianismo estéril. Fazemos parte da criação de Deus; por isso, somos chamados a ser também responsáveis por construir um mundo sempre melhor, humano, tolerante e sem ódio. Se não produzimos frutos que enobrecem a vida, somos “figueira estéril”. Aí Jesus nos questiona: que sentido tem estarmos inseridos na obra do criador?

Vivendo a vida cristã de maneira superficial, desfrutamos da graça de Deus sem colaborar com sua obra. Tempo de Quaresma é tempo de conversão!

“As atitudes exteriores são a consequência daquilo que decidimos no coração, mas não o contrário. Com as atitudes exteriores, se o coração não muda, não somos verdadeiros cristãos” (papa Francisco).

Fonte: Pe. Nilo Luza, ssp

Ajude-nos a divulgar compartilhe !!!.