Processo de beatificação de Padre Albino vence novas etapas em Roma

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O processo da Causa de Beatificação e Canonização de Padre Albino já venceu novas etapas na Fase Romana. Enviado ao Vaticano em 2014, o processo passou pela validação jurídica, ou seja, verificação da estrutura documental (se contém todos os documentos necessários conforme as exigências da Congregação para as Causas dos Santos) foi traduzido para o italiano e teve nomeado o seu Relator, o polonês Frei Kijas.padre-albino
Frei Kijas já redigiu a Positio (posição sobre as virtudes), documento ou conjunto de documentos utilizados no processo pelo qual uma pessoa é apresentada como Venerável, o segundo dos quatro passos (Servo de Deus – Venerável – Beato – Santo) no caminho até a declaração de santidade. Ela reúne os dados obtidos pela investigação diocesana sobre as virtudes heroicas de um candidato em uma forma adequada para apresentação à Congregação para as Causas dos Santos. Após a apresentação, a Positio é examinada por um Comitê de Especialistas, formado por historiadores (se a Causa tiver mais de 50 anos), teólogos, Bispos e Cardeais, que, se encontrarem adequação nas evidências apresentadas, podem recomendar ao Papa que o candidato seja considerado Venerável. A Positio pode chegar a ter mais de mil páginas e o tempo entre a sua apresentação e a recomendação da Comissão de Especialistas tem período de duração variável – longo e medido em anos.

O Vice-Postulador da Causa, Pe. José Luiz Cassimiro, explicou que a Positio tem três partes – Vida, Virtudes e Fama de Santidade. As Virtudes se dividem em Teologais (fé, esperança e caridade), Cardeais (prudência, fortaleza, temperança e justiça) e da Vida Religiosa (pobreza, castidade e obediência).

A Positio, agora, será encaminhada para a Tipografia Vaticana. Depois de impressa é apresentada à Congregação das Causas dos Santos para análise e aprovação pela Comissão de Teólogos, pela Comissão de Bispos e Cardeais e se chancelada pelo Papa Francisco, Padre Albino é proclamado Bem-Aventurado.
Pe. José Luiz informa que depois de concluída essa fase, continua o processo para comprovação do primeiro milagre para a Beatificação. “Portanto, é preciso lembrar o que devemos entender por milagre, esclarecer que importância um milagre tem nas causas de canonização e como se desenvolve o processo para seu reconhecimento”, conclui.

O que é um milagre

Na Summa theologiae, Santo Tomás define milagre “aquilo que é feito por Deus fora da ordem da natureza”. Considera-se, portanto, milagre um fato que supera as forças da natureza, que pode ser realizado por Deus por intercessão de um Servo de Deus ou de um Beato. As formas assumidas por um milagre têm as seguintes características: o milagre pode superar as capacidades da natureza quanto à substância do fato, quanto ao sujeito ou apenas quanto ao modo de se produzir.
Sem a aprovação de milagres ocorridos por intercessão de um candidato à honra dos altares, um processo de canonização normalmente não pode ser concluído. A beatificação de um Servo de Deus não-mártir e a canonização de um beato estão vinculadas ao reconhecimento de um milagre.

Atualmente, para a beatificação de um Servo de Deus não-mártir, a Igreja exige um milagre; para a canonização, mesmo de um mártir, é necessário mais um. Apenas os milagres atribuídos à intercessão de um Servo de Deus ou de um Beato post mortem podem ser objeto de certificação.

Ao longo dos séculos, a certificação e o reconhecimento dos milagres por parte da Igreja sempre tiveram uma relevância central. Desde o início, quando os Bispos tinham de permitir ou não o culto a um não-mártir, antes de avaliar a excellentia vitae e as virtudes, consideravam as provas da excellentia signorum, pois os milagres, enquanto obra apenas de Deus, dom gratuito de Deus, sinal certíssimo da revelação, destinado a suscitar e reforçar a fé, são também uma confirmação da santidade da pessoa invocada.
Numa causa de canonização eles representam uma sanção divina a um juízo humano e seu reconhecimento permite dar, com segurança, o consentimento ao culto. Para a certificação dos milagres é necessário abrir um inquérito, um processo que corre paralelamente ao que é feito a respeito das virtudes ou do martírio.

Cronologia do Processo

11/12/2012 – emissão do “Nihil obstat” (nada obsta) pelo Vaticano.
05/03/2013 – cerimônia jurídico-canônica de abertura do processo na Igreja Matriz de São Domingos, com instalação do Tribunal da Causa.
26/10/2014 – cerimônia solene de encerramento da Fase Diocesana do processo na Igreja Matriz de São Domingos.
04/12/2014 – protocolo do processo na Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.
13/07/2015 – Diocese de Catanduva recebe o Decreto de Validade Jurídica do Processo Diocesano.
12/12/2015 – Nomeação do Relator, Frei Kijas – polonês/franciscano conventual.
Fonte: Assessoria de imprensa – Fundação Padre Albino

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