Semana Nacional da Vida: Anunciar o Evangelho da Vida

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Jesus é Deus. Ele é o autor da vida, autor do céu e da Terra. Encontrar-se com Jesus, conhecê-lo e segui-lo, é ser Seu discípulo; anunciá-lo, é anunciar o Evangelho da vida; é ter vida e vida eterna. Todo batizado é chamado a anunciá-lo, para que outros o encontrem e tenham vida. Ele é o Evangelho, o Evangelho da Vida. Ele mesmo diz:

direito a vida 1“…Eu vim para que as ovelhas tenham vida e para que a tenham em abundância. Eu sou  o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas. (…) As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; (…) (Jo l0,10-11;27-28).

 Jesus ama suas ovelhas a ponto de dar Sua vida por elas. Encontrá-Lo, caminhar com ele, conhecê-Lo, é o maior tesouro que qualquer ser humano pode encontrar ao longo de sua vida terrena. Este tesouro é de vida e de vida eterna.

 Jesus é Deus com o Pai e o Espírito Santo. É autor da vida. Ele nos dá a vida e só Ele pode preservá-la para a eternidade. Ele nos diz: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos (…)” (Jo 15,13). Ele deu Sua vida para que nós tivéssemos a vida com Deus. Portanto, se somos seus amigos, seus discípulos, somos defensores da vida e anunciadores do Evangelho da vida.

Na “Carta Encíclica sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana”, São João Paulo II nos exorta à fidelidade de seguidores de Cristo, na defesa da vida humana, como veremos abaixo.

 Escuta do magistério

 “Iluminados pelo Evangelho da Vida, sentimos a necessidade de o proclamar e testemunhar pela surpreendente novidade que o caracteriza: identificando-se com o próprio Jesus, portador de toda a novidade (…). é necessário fazer chegar o Evangelho da vida ao coração de todo o homem e mulher, e inseri-lo nas pregas mais íntimas do tecido da sociedade inteira”. (Evangelium vitae, n.80)

“Trata-se em primeiro lugar de anunciar o núcleo deste Evangelho:

 É o anúncio de um Deus vivo e solidário, que nos chama a uma profunda comunhão Consigo e nos abre à esperança segura da vida eterna; é a afirmação do laço indivisível que existe entre a pessoa, a sua vida e a própria corporeidade; é a apresentação da vida humana como vida de relação, dom de Deus, fruto e sinal do seu amor; é a proclamação da extraordinária relação de Jesus com todo o homem, que permite reconhecer o rosto de Cristo em cada rosto humano; é a indicação do ‘dom sincero de si’ como tarefa e lugar de plena realização da própria liberdade”.

 Como são numerosas as tuas obras, Senhor! (Sl (103,24)

 “Importa, depois, mostrar todas as consequências deste mesmo Evangelho, que se podem resumir assim: a vida humana, dom precioso de Deus, é sagrada e inviolável, e por isso mesmo, o aborto provocado e a eutanásia são absolutamente inaceitáveis; a vida do homem não apenas não deve ser eliminada, mas há de ser protegida com toda a atenção e carinho; a vida encontra o seu sentido no amor recebido e dado, em cujo horizonte encontra-se plena verdade da sexualidade e da procriação humana; nesse amor, até mesmo o sofrimento e a morte têm um sentido, podendo tornar-se acontecimento de salvação, não obstante perdurar o mistério que os envolve; o respeito pela vida exige que a ciência e a técnica estejam sempre orientadas para o homem e para o seu desenvolvimento integral; a sociedade inteira deve respeitar, defender e promover a dignidade de toda a pessoa humana, em cada momento e condição da sua vida” (Evangelium vitae, n.81).

 Louvemos o Senhor, porque é bom! (Sl (134,3a )

 “Tudo quanto se opõe à vida, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, (…). Todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes; ao mesmo tempo em que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador”. (Evangelium vitae, n.3).

 Esses homens sanguinários e impostores não chegarão à metade dos seus dias! (Sl (54,24b)

 “Portanto, com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e aos seus sucessores, em comunhão com os Bispos da Igreja Católica, confirmo que a morte direta e voluntária de um ser humano inocente é sempre gravemente imoral”. (Evangelium vitae, n.57).

 “Dentre todos os crimes que o homem pode realizar contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente grave e (…), juntamente com o infanticídio, ‘crime abominável’”.(Evangelium vitae, n.58).

 “Nada e ninguém pode autorizar que se dê a morte a um ser humano inocente seja ele feto ou embrião, criança ou adulto, velho, doente incurável ou agonizante. (…) Não há autoridade alguma que o possa legitimamente impor ou permitir”. No referente ao direito à vida, cada ser humano inocente é absolutamente igual a todos os demais. (Evangelium vitae, n.57).

 

 

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