USO DOS INSTRUMENTOS MUSICAIS NA LITURGIA

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O diálogo com os músicos, para ser frutuoso, acontece dentro da equipe de celebração, juntamente da comunidade que celebra. N

INTRUMENTOS

USO DE INSTRUMENTOS NA LITURGIA

ão é possível conceber este serviço desconectado da pastoral litúrgica. Ao contrário, os animadores do canto precisam fazer parte dela. As Instruções Musicam Sacram e Inter Oecumenici, ao falar do local dos cantores, definem também sua participação: “A própria colocação do coro (lugar dos cantores) deve mostrar a sua real natureza e função. Este grupo, especializado ou não, nada mais é do que uma porção da assembléia dos fiéis em cujo nome desempenha um papel litúrgico particular. Seu melhor lugar é próximo à assembleia, não de costas para ela, voltado para o altar, à direita ou à esquerda, em lugar visível e cômodo, fora do presbitério; de modo que os cantores [e músicos]possam desempenhar bem sua função e mais facilmente ter acesso à mesa eucarística”.

O canto do povo é a voz principal no diálogo da esposa Igreja com seu esposo e Senhor. E os músicos devem usar instrumentos, efeitos sonoros e silêncios para destacar este diálogo que acontece na Liturgia: o Senhor nos fala na Palavra proclamada, nós respondemos nas orações e, principalmente, nos salmos e cantos.
Sem perder o foco, que é a participação da assembleia, podem tornar o canto mais suave ou mais vibrante, de acordo com a
necessidade do momento ritual, e criar o ambiente, a moldura e a cena para a Palavra de Deus e o Povo de Deus aparecerem como atores principais. Mas cuidado para não atropelar a cena! Assim como numa cena nem todos estão em primeiro plano, os instrumentos não podem estar atuando todos ao mesmo tempo, com o mesmo volume, densidade, divisão rítmica ou timbres. Como no Corpo da Igreja cada membro tem uma função, os músicos e os instrumentos podem dar sua contribuição, mas cada um ouvindo o outro e instrumentistas e coro ouvindo o cantar do povo, em sintonia com o rito para a qual eles estão a serviço. Os timbres de teclado ou guitarra, os ritmos da percussão ou bateria, conforme são mais densos ou mais espaçados, criam sensações auditivas que podem contribuir (ou atrapalhar!) no rito celebrado e o seu volume nunca deve encobrir o canto da assembleia.
Em muitas comunidades, as celebrações são demasiado barulhentas e não conduzem a um mergulho no mistério celebrado. A adequada interpretação instrumental requer dos músicos conhecimento do que é próprio de cada rito.
Há momentos que tudo deve ser muito sóbrio, como é ato penitencial ou o cordeiro de Deus; há momentos mais vibrantes, como o Aleluia de aclamação e o canto do Santo… Observe-se, ainda, a acústica da Igreja e, então, a sensibilidade litúrgica e o bom senso ajudarão no discernimento de quais instrumentos se adaptam à realidade própria de cada templo. Mas tudo isso precisa ser pensado, ensaiado, experimentado e avaliado, na preparação em comum com a equipe de celebração.
Em sua comunidade, que instrumentos são utilizados para a animação das celebrações?
Como acontece o diálogo e a interação entre os animadores do canto e a equipe de liturgia e celebração? Como é a relação entre os que exercem os ministérios, os que participam e quem preside?
Como é a participação dos músicos e cantores na missão da comunidade? Como a vida da comunidade aparece no serviço de animação litúrgica dos cantores e músicos?
A ação dos ministros da música e do canto ajuda a assembleia a entrar no Mistério celebrado? Os ministros e ministras agem à maneira de Jesus?
Em sua comunidade e/ou diocese, existem iniciativas de formação litúrgica para os músicos?
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