Vaticano avança na beatificação de Pe. Albino

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Mais um passo significativo no processo de beatificação de monsenhor Albino Alves da Cunha e Silva, de Catanduva, em nível romano: foi divulgado ontem o Decreto de Validade Jurídica do Inquérito Diocesano em prol da Causa de sua Beatificação e Canonização, protocolado na Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, no dia 4/12/14.

E foi autorizada outra etapa para confirmar se o padre viveu realmente as 11 virtudes heroicas exigidas para se tornar beato. Se provadas as virtudes, ele já poderá ser chamado de bem-aventurado, que significa ‘aquele que tem a glória dos céus’. “O processo está andando mais rápido do que prevíamos. Está tudo muito bem documentado. Não há dúvida de que o veremos beato em breve,” afirmou o vice-postulador da causa, pe. José Luiz Cassimiro.

Segundo Cassimiro, há vários relatos de pedidos alcançados, mas não podem ser divulgado até sua comprovação final. Para ser beato, é preciso operar um milagre. Para ser santo, dois milagres. Com isso, pe. Albino poderá ser o próximo beato a ilustrar a região de Rio Preto. Em 2006, foi beatificado o padre agostiniano Mariano de la Mata Aparício; em 2014, a madre Assunta Marchetti, da Congregação das Missionárias de São Carlo Borromeu- Scalabrinianas. Ambos trabalharam em Schmitt e Mirassol, respectivamente.

E em José Bonifácio, corre outro pedido de beatificação: de monsenhor Angelo Angioni, falecido em 2008. Foi instalado em junho deste ano um Tribunal Eclesiástico, a mando da Santa Sé, para apurar possível milagre atribuído a ele. O processo de pe. Albino ora validado teve elaboração em duas fases: levantamento de toda documentação a respeito da sua vida e testemunhos.

Com a validação desse processo, entra-se em outra etapa, chamada ‘Positio’. “É nomeado um relator pelo Vaticano para elaborar uma tese, a partir dos documentos e testemunhos, para comprovar se o padre realmente viveu as 11 virtudes heróicas,”diz Cassimiro. As 11 virtudes são fé, esperança, caridade, prudência, justiça, fortaleza, temperança, pobreza, humildade, castidade e obediência.

Em seguida, a Positio é analisada por teólogos, bispos e cardeais, seguindo para aprovação do Papa Francisco, que oficializa o novo bem-aventurado. A etapa seguinte é a comprovação de um milagre.“Entendemos por milagre aquilo que é feito por Deus fora da ordem da natureza, conforme definiu Santo Tomás de Aquino na Suma Teológica,” diz pe. Cassimiro.

Para o Vaticano reconhecer um milagre, o caminho é extenuante: o fato é avaliado pelo Tribunal Eclesiástico diocesano e depois analisado por teólogos e médicos peritos neutros no processo. Pe. Mariano teve reconhecido um milagre de cura do garoto João Paulo Polotto, que sofreu grave atropelamento e foi curado em poucos dias. Madre Assunta teve reconhecida a cura do engenheiro Heráclides Teixeira Filho, em Porto Alegre, desenganado ao sofrer parada cardíaca.

Quem foi Albino

Pe. Albino era português de Codeçoso, no Minho. Nasceu em 1882 e morreu em 1973 em Catanduva, com 91 anos. Foi ordenado sacerdote em Braga em 1905. Chegou ao Brasil para trabalhar em 1912, passando pelas cidades de Jaboticabal, Jaú, Barra Bonita e Catanduva (1918).

Pensando nos pobres e nos fiéis ele construiu igrejas, hospitais e escolas. Preocupado com os idosos, abriu o Lar dos Velhos, sua segunda obra, em 1929. Outras obras: Casa da Criança, Vila São Vicente de Paulo, Lar Ortega-Josué, Ginásio D.Lafayette, Seminário César De Bus e Santuário N.Sra Aparecida.

 

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FONTE: DIÁRIO DA REGIÃO

 

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